sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Paradoxo do Nosso Tempo

"Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se de dar um abraço carinhoso
num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas em primeiro lugar, ame... ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem! Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado."

Recebi esse texto e fiquei pensando: ainda bem que não sou só eu que sinto isso. Não sei de quem é, mas é confortante saber que há outras pessoas que também têm a sensação de não pertencer a esse mundo que entrou no automático. A confusão é tanta, as mudanças são tão constantes que as pessoas se concentram enormemente em apertar o botão e não pensar muito nisso. E é fácil não olhar para o problema, é simples ignorar o que acontece aí dentro. As relações estão superficiais, todo mundo desconfia de tudo e de todos e fazer algo por um amigo se tornou algo quase bizarro. Até o tempo não é mais o mesmo, há gelo no Mato Grosso do Sul, inverno no meio do verão Europeu! Que mundo é esse? É esse tipo de mundo que você viver? Eu não!! Eu vou continuar confiando, mesmo levando na cara de quando em quando, eu vou continuar ajudando mesmo me decepcionando com pessoas que eram especiais, eu vou continuar sendo fiel, mesmo que isso tenha caído de moda já há algum tempo, eu vou continuar tendo caráter ainda que isso não seja mais tão valorizado pela sociedade. Eu vou manter os valores que me foram ensinados numa sociedade que achava que ser feliz de verdade era importante. Vou reciclar produtos, reutilizar papel, usar a mesma máquina fotográfica até ela quebrar, por mais que não seja o último lançamento eletrônico. Vou dizer que amo a quem amo, vou abraçar quem não conheço direito e vou fazer o que eu puder por quem eu puder! Só isso? Só o que estiver ao meu alcance. E, se cada um fizer isso, vamos mudando o mundo pra algo que valha a pena. Ou assim eu espero.

 
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